Boeing admite ter sofrido extorsão de US$ 200 milhões do LockBit

A fabricante aviões comerciais e sistemas de defesa não confirmou, no entanto, se pagou resgate à gangue de ransomware
Da Redação
16/05/2024

Seis meses após noticiado que a gangue de ransomware LockBit havia vazado dados roubados da Boeing, em um ataque realizado em outubro de 2023, que impactou suas operações, a fabricante aviões comerciais e sistemas de defesa confirmou a tentativa de extorsão cibernética de US$ 200 milhões por parte dos cibercriminosos, para não publicarem os dados roubados. A empresa, contudo, não confirmou as negociações nem se pagou o resgate. A notícia foi dada em primeira mão pelo site Cyberscoop.

A Boeing reconheceu nesta quarta-feira, 15, que é a “corporação multinacional aeronáutica e de defesa, com sede na Virgínia”, não identificada pelo nome, mencionada em uma acusação do Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA que desmascarou o administrador da operação de ransomware LockBit, conhecido como LockBitSupp.

A acusação em questão destacou Dmitry Yuryevich Khoroshev como o principal administrador e desenvolvedor por trás da operação de ransomware LockBit, como parte de um esforço internacional coordenado que incluiu agentes dos EUA, do Reino Unido e da Austrália.

O LockBit listou a Boeing como vítima pela primeira vez em 27 de outubro de 2023 e definiu o prazo de pagamento do resgate para 2 de novembro. A Boeing optou por não fornecer quaisquer comentários ou declarações sobre o incidente naquele momento. Três dias depois, a gangue de ransomware retirou o nome da Boeing da lista de vítimas, alimentando novas especulações de que se tratava de uma farsa ou de que a empresa provavelmente havia pagado o resgate. Após este incidente, a Boeing finalmente confirmou ter sido vítima do ataque cibernético do LockBit.

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Gangue de ransomware LockBit vaza 43 GB de dados da Boeing

Como as negociações falharam, o LockBit listou novamente a Boeing em seu site de vazamento e ameaçou publicar 40 gigabytes (GB) de dados por meio de amostra como prova da violação. Cumprindo a ameaça, os hackers publicaram mais de 40 GB de dados em 10 de novembro, o que coloca por terra o possível pagamento de resgate. 

A referência à empresa não identificada na acusação do DoJ destaca a exigência exorbitante de resgate feita por Khoroshev e seus companheiros, que se estima tenham faturado mais de US$ 500 milhões em resgates extorquidos das vítimas desde o final de 2019. Calcula-se que somente ele tenha recebido quase US$ 100 milhões pela participação de 20% nos pagamentos do resgate.

Os analistas de ransomware classificam a extorsão à Boeing como uma das maiores demandas de resgate feita por uma gangue de ransomware até o momento. 

Para acessar todo o processo de indiciamento de Khoroshev clique aqui.

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