EUA oferecem recompensa de US$ 10 milhões por hacker russo

Da Redação
17/05/2023

O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos acusou um cidadão russo de ser peça-chave no “desenvolvimento e implantação” das cepas dos ransomwares Hive, LockBit e Babuk, visando empresas que operam infraestruturas críticas do país. Em um comunicado à imprensa divulgado na terça-feira, 16, o DoJ disse que abriu duas acusações contra Mikhail Pavlovich Matveev, também conhecido como Wazawaka/m1x/Boriselcin/Uhodiransomwar. Ele é acusado de conspirar e fazer pedidos de resgate, conspirar e danificar intencionalmente computadores protegidos.

Se condenado, ele pode pegar mais de 20 anos de prisão, embora isso seja pouco provável, pois acredita-se que o suspeito resida na Rússia. O Departamento de Estado emitiu uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Matveev, de acordo com seu Programa Transnacional de Recompensas para o Crime Organizado.

O DoJ destacou várias supostas vítimas de Matveev, entre elas um órgão da lei, uma organização de saúde comportamental sem fins lucrativos em Nova Jersey e o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington DC. O DoJ estimou o resgate combinado para os três ataques em US$ 200 milhões, acrescentando que as afiliadas por trás delas exigiam o dobro disso.

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“De sua base na Rússia, Matveev supostamente usou várias variantes de ransomware para atacar infraestruturas críticas em todo o mundo, incluindo hospitais, agências governamentais e vítimas em outros setores”, disse o procurador-geral adjunto Kenneth Polite, da Divisão Criminal do Departamento de Justiça. “Esses crimes internacionais exigem uma resposta coordenada. Não cederemos em impor consequências aos atores mais flagrantes do ecossistema do cibercrime.”

Além das acusações, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Matveev. Segundo o OFAC, ele “tem falado abertamente” sobre suas atividades de ransomware, até mesmo dando entrevistas à mídia e alegando que sua criminalidade será tolerada pelo governo Putin, desde que ele permaneça leal à Rússia.“A Rússia é um refúgio seguro para cibercriminosos, um ambiente no qual os agentes de ransomware são livres para conduzir operações cibernéticas maliciosas contra os Estados Unidos e nossos parceiros e aliados”, acrescentou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller. Com agências de notícias internacionais.

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