Interpol apreende US$ 130 mi de cibercriminosos em todo o mundo

A agência internacional de polícia disse também que foram detidas cerca de mil suspeitos de golpes, roubo de identidade, investimentos fraudulentos e tentativas de phishing por e-mail
Da Redação
24/11/2022

A Interpol deteve cerca de mil pessoas e recuperou US$ 130 milhões em dinheiro e ativos virtuais ligados a vários crimes cibernéticos e operações de lavagem de dinheiro. Em uma nota divulgada nesta quinta-feira, 24, a agência internacional de polícia disse que os detidos são suspeitos ligados a casos de cibercrimes, como golpes, roubo de identidade, investimentos fraudulentos e tentativas de phishing por e-mail.

A operação, batizada de “Haechi III”, durou entre 28 de junho e 23 de novembro. “No total, a operação resultou na prisão de 975 indivíduos e permitiu aos investigadores resolver mais de 1.600 casos”, informou a Interpol, cuja sede fica em Lyon, na França. A nota informa ainda que, além disso, quase 2.800 contas bancárias e de ativos virtuais vinculadas a receitas ilícitas de crimes financeiros online foram bloqueadas.

Como resultado da operação, a Interpol também emitiu 95 avisos e divulgações, ao mesmo tempo em que detectou 16 novas tendências de crimes que ajudarão as autoridades policiais em todo o mundo a adotar ações mais direcionadas contra os cibercriminosos.

As novas tendências envolvem variações de golpes de romance e fraudes de investimento que golpistas desenvolvem constantemente para manter um elemento de novidade. Além disso, a Interpol observou um aumento de aplicativos de mensagens criptografadas usados ​​ para trocar informações com vítimas em esquemas de investimento.

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Dois destaques da operação HAECHI III foram a prisão de dois coreanos na Grécia e na Itália que desviaram US$ 29,1 milhões de 2 mil vítimas na Coréia. Além disso, houve a prisão de membros de um grupo criminoso baseado na Índia que se fez passar por oficiais da Interpol para ligar para as vítimas e induzi-las a enviar US$ 159 mil em criptomoeda.

A nota da Interpol também destaca a eficácia de seu novo mecanismo de protocolo de resposta rápida contra lavagem de dinheiro (ARRP), que foi testado pela primeira vez na operação anterior da agência, batizada de Operação Chacal.

Graças à ARRP, uma empresa irlandesa que foi vítima de golpistas de comprometimento de e-mail comercial (BEC) recebeu US$ 1,25 milhão devolvidos a eles. Esse foi o valor total que a empresa perdeu para os golpistas do BEC, que o ARRP ajudou a rastrear e apreender.

Desde janeiro deste ano, quando a fase de teste piloto do ARRP começou, a ferramenta ajudou a recuperar US$ 120 milhões de criminosos cibernéticos.

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