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Coreia do Norte financia programa nuclear com ciberataque, diz ONU

Especialista das Nações Unidas afirma que o país está financiando seus programas nucleares e de mísseis com atividades do crime cibernético
Da Redação
23/04/2022

O especialista Eric Penton-Voak, coordenador do grupo da ONU encarregado de monitorar a aplicação de sanções à Coreia do Norte, disse que o país está financiando seus programas nucleares e de mísseis com atividades do crime cibernético.

A Coreia do Norte, conhecida oficialmente como República Popular Democrática da Coreia (RPDC), está atualmente operando sob o mais pesado conjunto de sanções da ONU já impostas ao país. Penton-Voak comentou que, apesar dessa situação, a Coreia do Norte acelerou seus testes de mísseis, especialmente nos últimos meses, quando o país testou um míssil balístico intercontinental (ICBM) pela primeira vez desde 2017.

Falando em evento no Washington Center organizado para uma think tank dedicada difundir conhecimento e debater sobre a  nova segurança americana, Penton-Voak disse acreditar que a atividade cibernética se tornou “absolutamente fundamental” para a capacidade da Coreia do Norte de escapar das sanções da ONU e obter financiamento para seus programas nucleares e de mísseis.

“Contamos com os estados membros da ONU para nos informar sobre violações para investigar. Mas muitos, muitos estados membros são bastante cautelosos com suas próprias capacidades cibernéticas”, disse Penton-Voak à Infosecurity. “As vítimas, por sua vez, muitas vezes são muito relutantes em discutir como os hacks aconteceram e quão extensos eles foram… Eu espero que nossos relatórios no futuro reflitam melhor a importância central do crime financeiro cibernético para (Coreia do Norte). ”

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Penton-Voak, que compõem o Painel de Especialistas do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte, disse que o recente roubo dos hackers norte-coreanos de US$ 618 milhões em criptomoedas vinculados ao videogame Axie Infinity demonstrou que eles estão operando na vanguarda da tecnologia cibernética.

Na semana passada, o FBI vinculou o épico roubo cibernético ocorrido em 23 de março à gangue norte-coreana de crimes cibernéticos Lazarus. O grupo, que também é conhecido como “APT-C-26”, “Appleworm”, “Red Dot” e “Hidden Cobra”, supostamente roubou o dinheiro explorando uma backdoor na rede virtual Ronin Network, que facilita a transferência de criptomoeda dentro e fora do jogo.

O FBI disse que continuaria a expor e combater o uso de atividades ilícitas pela RPDC, incluindo crimes cibernéticos e roubo de criptomoedas, para gerar receita para o regime de Kim Jong-un.

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